Augusto dos Anjos por Othon Bastos


"Li o Eu na adolescência: e foi como se levasse um soco na cara. Jamais eu vira antes, engastadas em decassílabos, palavras estranhas como simbiose, mônada, metafisicismo, fenomênica, quimiotaxia, zooplasma, intracefálica... E elas funcionavam bem nos versos! Ao espanto sucedeu intensa curiosidade. Quis ler mais esse poeta diferente dos clássicos, dos românticos, dos parnasianos, dos simbolistas, de todos os poetas que eu conhecia. A leitura do Eu foi pra mim uma aventura milionária. Enriqueceu a minha noção de poesia. Vi como se pode fazer lirismo com dramaticidade permanente, que se grava para sempre na memória do leitor. Augusto dos Anjos continua sendo o grande caso singular da poesia brasileira".
Carlos Drummond de Andrade

  • Abertura
  • Eterna mágoa
  • O poeta do hediondo
  • Budismo moderno
  • Psicologia de um vencido
  • Poema negro
  • A idéia
  • O morcego
  • O martírio do artista
  • Ricordanza della mia gioventú
  • Versos de amor
  • A árvore da serra
  • Vandalismo
  • À mesa
  • Vencedor
  • Amor e crença
  • O lamento das coisas
  • Natureza íntima
  • Versos a um coveiro
  • Soneto
  • Noturno
  • Senectude precoce
  • A lágrima
  • SONETOS
    1. Ao meu pai doente
    2. Ao meu pai morto
    3. Ao sétimo dia do seu falecimento
  • Solitário
  • Idealismo
  • Debaixo do Tamarindo
  • Último credo
  • Solilóquio de um visionário
  • Vozes da morte
  • Asa de corvo
  • Versos íntimos
  • Queixas noturnas
  • O último número