Fernando Pessoa por Paulo Autran


"A voz de Paulo Autran, como a de Orfeu, está a serviço da sedução e da poesia. Ouvi-lo é mais que ouvir meio século de teatro no Brasil, é ouvir a voz intemporal que une a Grécia aos dramas tropicais. Ao gravar Fernando Pessoa continua seu trabalho poético-teatral que há décadas vem reunindo Drummond e Gonçalves Dias. Aqui, a doçura de sua voz, a fúria de sua voz, o drama de sua voz, a ironia de sua voz fazendo falar a ironia, o drama, a fúria e a doçura de Pessoa e todos nós. O gesto da voz. O gesto na voz. O corpo ausente, a voz flutua, emerge, irrompe, atalha, pontua. A voz pura, como a poesia, dizendo-se a si mesma. "Ode triunfal", por exemplo, é uma aula magna de dicção, de sonoridade, significados e inflexões. Neste século em que a poesia tornou-se por demais gráfica e opaca, a voz de Paulo Autran recupera o sentido oracular do mistério poético".
Affonso Romanno de Sant'Anna

  • Autopsicografia
  • Vem sentar-te comigo Lídia
  • O guardador de rebanhos (parte VIII)
  • Cruz na porta da tabacaria
  • Aniversário
  • O menino da sua mãe
  • Poema em linha reta
  • Quero ignorado
  • Se te queres matar
  • Tenho dó das estrelas
  • Esta velha angústia
  • Ah, um soneto...
  • Grandes são os desertos
  • Vem, noite
  • O monstrengo
  • Ode triunfal
  • Quando era jovem